8 Jeitos de Mundar o Mundo

 

1° objetivo: Erradicar a pobreza extrema e a fome

 

Calcula-se que cerca de 1,5 bilhão de pessoas ainda sobrevive com menos de US$ 1 por dia. Para reverter esse quadro, espera-se que os países criem políticas de emprego e renda capazes não só de retirar pessoas da situação de extrema pobreza como de mantê-las em seu novo extrato social. Até 2015, segundo estimativas do Banco Mundial, a taxa global de pobreza é projetada ao redor de 15%.


 

2ª objetivo: Atingir o ensino básico universal

 

Desde que o objetivo foi criado, houve progresso neste quesito. Em mais de 60 países em desenvolvimento, mais de 90% das crianças estão matriculadas em escolas. O número de crianças fora da escola caiu de 115 milhões em 2001 para 72 milhões em 2007. Os países em desenvolvimento atingiram uma taxa de 86% de crianças completando o ensino básico – 93% para os países de renda média, mas apenas 65% para os mais pobres. Nos países da África Subsaariana 41 milhões de crianças ainda estão fora da escola. No sul asiático, região mais populosa do mundo, esse número é de 31,5 milhões.


 

3° objetivo: Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

 

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as desigualdades entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal é a base para capacitá-las a ocuparem papéis mais ativos na economia e política de seus países. Estudos recentes comprovam que a melhora na condição de vida das mulheres é importante não apenas para o cumprimento do terceiro objetivo, mas para vários outros objetivos, em especial os ligados à pobreza, fome, saúde e educação. Graças ao aumento significativo no índice de matrículas de meninas no ensino básico, muitos países estão conseguindo alcançar igualdade de gênero nas escolas. Até 2005, cerca de dois terços dos países em desenvolvimento tinham alcançado a paridade de gênero no ensino básico. A expectativa é de que esse objetivo seja alcançado globalmente em 2015.


 

4° objetivo: Reduzir a mortalidade infantil

 

As projeções para os ODM ligados à saúde são as piores dentre o grupo de metas que devem ser alcançadas até 2015, e a redução da mortalidade infantil faz parte deste conjunto. A taxa global de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caiu de 101 óbitos por mil nascimentos em 1990 para 74 em 2007. Avanço ainda insuficiente para que o quarto objetivo seja alcançado, com redução dessas mortes em dois terços. A tendência é que em 2015 ainda ocorram 1,2 milhão de mortes de crianças nessa faixa etária.


 

5° objetivo: Melhorar a saúde materna

 

A mortalidade materna continua com índices elevados em muitos dos países em desenvolvimento. Em 2005, mais de meio milhão de mulheres morreram durante a gravidez, o nascimento ou nas seis primeiras semanas após o parto. Cerca de 99% dessas mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Na África Subsaariana, o risco de uma mulher morrer por conte de uma doença tratável ou de complicações evitáveis durante a gravidez e o trabalho de parto é de uma em 22, enquanto em regiões desenvolvidas este risco é de uma em cada 7.300. A redução da mortalidade materna é um objetivo que não será alcançado sem políticas de promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. Isso se dará como reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.


 

6° objetivo: Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças

 

Dados do PNUD mostram que, diariamente, 7,5 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5,5 mil morrem em consequência da AIDS. A maioria das mortes ocorre por falta de prevenção e tratamento. O número de novas infecções vem diminuindo, mas o de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar acompanhando o crescimento da população mundial e a maior expectativa de vida dos soropositivos. Atualmente, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Já a tuberculose mata cerca de dois milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Essas doenças ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis. Conter sua expansão e depois reduzir sua incidência depende do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, além da garantia de condições ambientais e nutritivas que interrompam os ciclos de reprodução das doenças.


 

7° objetivo: Garantir a sustentabilidade ambiental

 

Um bilhão de pessoas ainda não tem acesso à água potável e saneamento básico, fatores ambientais fundamentais para a qualidade da vida humana. Além deles, clima, florestas, fontes energéticas, ar e biodiversidade também precisam de maior proteção para garantir a qualidade de vida das pessoas. A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km². A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.


 

8° objetivo: Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

 

Os países pobres atualmente gastam mais para pagar os juros de suas dívidas do que em investimentos para superar seus problemas. Descontado o perdão das dívidas, a assistência estrangeira ao desenvolvimento cresceu 6,8% em termos reais. No comércio global, além dos impactos da crise financeira mundial, o fracasso das nações em concluir as negociações da Rodada de Doha tem sido um empecilho para o desenvolvimento desses países. A assistência direta ao desenvolvimento cresceu 0,7% nos últimos anos, atingindo cerca de U$ 120 bilhões. Apesar da cifra, os valores ainda estão abaixo dos compromissos previamente assumidos na criação dos ODM.